Depois de decidirmos os reais objetivos da educação e as metas para as quais todo ensino deve se direcionar, a questão fundamental a ser respondida é:

  • Com quais temperamentos precisamos trabalhar em sala de aula?

Dado um certo temperamento da criança, certos resultados definidos pelos educadores são possíveis; mas se o grupo é composto por diversas crianças (diversos temperamentos) os resultados necessariamente deverão ser diferentes. A qualidade da educação aumenta exponencialmente, quando levamos em consideração o temperamento inato da criança, que possui habilidades correspondentes a ele.

O desenvolvimento do intelecto, do caráter, do interesse, ou de qualquer outra característica; depende absolutamente da presença da capacidade de crescimento ou desenvolvimento. O que a criança herda, temperamento original, é o capital com a qual o educador precisa trabalhar.

Todo temperamento original está inato, instalado na mente como uma memória celular. O que uma criança herda não são ideais, sentimentos ou hábitos, como tal; mas sim um sistema nervoso cujo correlato é inteligência e emoção humana. Ainda que a relação existente entre a ação do sistema nervoso, da consciência ou intelecto é uma questão pouco discutida dentro das escolas. Uma coisa parece bastante certa; que o temperamento de uma criança está ligado, de alguma forma, ao tipo de temperamento que ela herdou de seus pais! O que uma criança tem como habilidades individuais, que a distingue das outras crianças, depende principalmente de sua herança familiar.

Quando tivermos conhecimento sobre os padrões comportamentais de nossos alunos, conseguiremos identificar os sinais que eles nos dão diariamente.

O trabalho do educador não pode se iniciar e se findar em sala de aula. O “campo de batalha educacional” precisa se estender além dos muros escolares. O educador precisa encontrar o equilíbrio entre conteúdo e comportamento. O educador precisa ver naquela criança, que lança desafios diários, mais do que um aluno problemático; mas sim um “herdeiro temperamental” que não pode ser culpado por uma herança. Ela está sendo o reflexo de seu TEMPERAMENTO que é uma combinação de características congênitas herdadas de seus pais e avós; coordenadas com base na nacionalidade, raça, sexo e outros fatores hereditários.

Nós, como educadores, podemos nos culpar por moldarmos o seu CARÁTER (seu verdadeiro “EU”), que é o fruto do temperamento influenciado pela disciplina, educação, cuidados e exemplos recebidos na infância e pelos comportamentos básicos, crenças, princípios e motivações.

Ser um Educador eficiente é buscar – diariamente – qualificações profissionais e pessoais que nos auxiliem em nossos fazeres educacionais.

Você educador, sabe o verdadeiro papel da Educação? Pois, podemos responder essa pergunta com um autoquestionamento:

  • Que sociedade eu quero construir para mim mesmo?

Até o próximo artigo e nos encontramos no Topo!

 

GILSON SOUZA | Transformando Vidas

– Palestrante Comportamental

– Mestre em Psicanálise Clínica e Saude Mental

– Especialista em Gestão de Pessoas e Inteligência Emocional

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